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Sunday, December 14, 2008

Shanghai-Suzhou-Pequim-Shanghai

Ai pessoal,
Enrolei bastante nesses ultimos dias aqui no blog, eu sei! Sorry...

Alguns dias não tinha internet, outros estava cansada demais pra escrever…

Depois de Guilin viemos a Shanghai pegar umas cartas de recomendação que pedi a dois professores para eu colocar no meu currículo. Não estava me sentindo muito bem no final do dia e tive que cancelar o jantar com meus coleguinhas de turma.

Daí no dia seguinte fomos a Suzhou, conhecida como Veneza do Oriente. Fica a 35 minutos de trem de Shanghai. Quando chegamos lá (as 3 da tarde) compramos o bilhete de volta as 6:45pm. Seguimos para os Jardins do Imperador Humilde. Bem furada... como disse a Fê: um Ibirapuera chinês. Um parque e nada mais. Bonito, mas cadê Veneza? Depois de ficar viajando muito, o nível de exigência aumenta um pouco. Já a inteligência continua em baixa: não tínhamos levado o guia! Foi o maior perrengue finalmente chegar à parte da cidade onde tem os canais que servem de rua. A Fê comprou um baralho que tinha umas fotos da cidade e com um mapa na mão e com as cartas de baralho com foto dos canais na outra conseguiu com que uma chinesinha apontasse no mapa onde queríamos ir.

Finalmente chegamos aos canais, realmente é lindo! Já estava escurecendo e as lanternas acesas nas laterais das casas dá um charme bem chinês à área. Andamos um pouquinho e era hora de voltar. Ainda no trem, bem perto da estação de Shanghai, há um pronunciamento qualquer no auto-falante e os chineses começam a bufar. Estamos parados bem perto da plataforma, mas as portas não abrem e ninguém se mexe. Num misto de mímica, chinglish e com a ajuda do meu dicionário no celular, descobrimos que o trem ia ficar parado por 20 minutos. Ok, sem problemas. Esses minutos renderam numa conversa profunda com os chineses do nosso lado que não falavam inglês. Dá pra imaginar o papo? A única coisa que entendi que eles perguntaram era de onde nós éramos. Falei Brasil e veio a resposta: Kaká! Sim, Kaká, que agora é a referência Brasil na China.

Dia 12 voltamos a Pequim. Tinha combinado com a Fê de ficar num hotel super lindão ao lado da grande muralha. Pegamos o táxi pra ir ao hotel, liguei pra lá e passei o telefone pro taxista entender onde queríamos ir. E começou a viagem. Longe pacas! E tome de subir montanha. Até que num momento soltei:

-Fê, aquilo é neve?

Sim, bem do nosso lado! Neve. Foi uma ótima surpresa. E ainda subimos bastante a montanha. Quando chegamos mesmo no hotel, estava tudo coberto de neve. Lindo demais. Óbvio que as “mongols” ficaram brincando na neve. Foi a melhor surpresa da viagem. Passamos um dia lá no paraíso. Tudo bem que perfeito mesmo seria se a Fê se transformasse em um homem moreno alto, lindo e rico, mas a companhia dela também foi ótima!

Obrigada por ter vindo Fê. Adorei nossos papos em português, as descobertas pela China, as gororobas que tivemos que comer. Fora que seus comentários completamente nonsense animam o dia!

Tuesday, December 9, 2008

Guilin, 07 de dezembro

Segundo dia de Guilin, fomos a Longsheng onde está uma cadeia de montanhas chamada Longji Titian (Terraços da Espinha do Dragão) e é habitado pela minoria zhuang. A vila de Ping An fica perto do alto e foi de onde começamos nossa subida a pé. Longe pacas. A gordinha aqui só não morreu por que eu tinha escalado a Montanha da Longevidade e,portanto, ainda tenho 103 anos pela frente.


A vista é estonteante. Os terraços com as plantações de arroz se perdem no horizonte. Nenhuma máquina, nenhum trator. Só os chineses e algumas poucas ferramentas. Impressionante! E monta um mosaico na paisagem lindo. As casas de madeira também são construídas sem pregos. Vimos também por lá, algumas mulheres da minoria yao. São mulheres que não cortam o cabelo, por que é proibido pela cultura local. Os cabelos ficam presos. As solteiras tem o coque coberto por um pano. As casadas, sem filhos enrolam o cabelo como um turbante na cabeça. As que já são mães tem um nó feito com o cabelo na testa. 
O almoço foi na vila de Ping An (que é cheia de hotéis e restaurantes que não destoam da arquitetura local). Comemos um arroz que é cozido dentro do bambu. Interessante e saboroso.


Sobre o arrozal em Longji, está escrito no mapa que nos entregaram: Its melody of art changes with seasons. It looks like a twisting dragon in spring, green waves in summer, golden beach in autumn, and that soaring silver dragon in winter”. Realmente, o reflexo do céu no aguaceiro dá uma imagem prateada...

Guilin, 06 de dezembro

Partimos cedo pra Guilin, no sudoeste da China. Arranjei um tour de 4 dias pela internet. Nosso guia Lu (cujo nome inglês escolhido por ele mesmo eh Oscar?!?!?!) foi nos buscar no aeroporto. Lu é jovem, fala inglês bem e usa palavas decoradas como spectacular e auspicious... Como em mandarim as palavras são bem curtas, é muito comum os chineses falarem dividindo as silabas como se fossem palavras. Apesar de falar inglês, o que é um grande diferencial, Lu não tem muita noção de mundo. Cismou que no Brasil falamos espanhol e acredita piamente que Guilin é a cidade com turismo ecológico mais bonito do mundo... As pérolas daqui também são as mais bonitas do mundo... E Nixon (sim, o presidente americano, que visitou a China no tempo da Guerra Fria) disse que Guilin é a cidade mais bonita do mundo...



Fizemos check in no hotel e já partimos pra Montanha da Longevidade. Uma pirambeira enorme no meio da cidade e tínhamos que subir não-sei-quantos degraus. Reza a lenda que quem chega ao topo da montanha vive até os 130 anos. Foi difícil, mas conseguimos.


Logo depois, partimos pra Caverna da Flauta de Bambu (foto acima). Uma caverna com estalactites e estalagmites. O guia disse que pra esse tipo de passeio precisamos de duas coisas: câmera fotográfica e imaginação. Isso por que ele apontava para umas pedras disformes e falava que parecia leões, bonecos de neve, couve-flor entre outras insanidades. A gente concordava pra não ficar muito chato... No meio da caverna, enoooorme, tinha um showzinho de luzes. É bem bonito, mas essas cavernas são bem parecidas em qualquer lugar do planeta. O diferencial mesmo ficou por conta do guia que se divertia mostrando os formatos pra gente.

Guilin é uma cidade turística. O prédio mais alto tem 19 andares. Diz que é uma cidade no meio da paisagem e uma paisagem no meio da cidade. Super bonita mesmo. Com sistema de águas com dois rios e quatro lagoas espalhados pela cidade que ficam todas decoradas com luzes a noite. Chega a ficar cafona, mas pra um pais que não teve liberdade para explorar as diferentes cores, até que dá pra entender... Tem uns coqueiros coloridos, muito néon e a decoração de natal nos hotéis é de dar medo. Ainda assim, a cidade é linda. As montanhas são pequenas, diferentes das que temos no Brasil, na verdade são picos de carste, e por ter clima subtropical, vi muitas plantas que costumava ver nas viagens a Friburgo. Recordar é viver. Estou adorando isso aqui!

Pequim, 05 de dezembro

Acordamos cedo e fomos encontrar com nosso grupo pra fazer o tour pela Cidade proibida. Arranjei esse tour pela internet. Tínhamos que nos encontrar com o pessoal na Praça da Paz Celestial as 8:50 da manhã. Muito frio. -10oC. A praça é enorme. Os chineses ficaram até escassos no meio daquela grandiosidade toda. Aqui, mais uma vez, os números com seus significados aparecem. O número nove tem a mesma pronúncia de “para sempre” e, por ser ímpar é um número yang, masculino, associado ao imperador. O número de gárgulas nas quinas dos telhados são em 9, o número de cômodos: 9.999! E como 9 vezes 9 é a reafirmação do 9, as portas são decoradas com 81 cravos de latão.




As construções são todas de madeira, sem nenhum prego. Tudo no encaixe, o que monta um rendilhado de madeira lindo. Espalhado pela Cidade Proibida tem uns caldeirões que estavam sempre cheios de água pro caso de alguma parte pegar fogo. Na sala do imperador, tinha uma pedra redonda enorme bem em cima do trono e dizia-se que se a pessoa que sentasse no trono não fosse realmente o imperador, a pedra cairia lá de cima. Tudo muito bonito.

A guia ainda nos contou como eram os casamentos, que o imperador tinha várias concubinas e que essas concubinas tentavam conquistar os coitados dos eunucos pra conseguir favores (e tempo) com o imperador.
No final do passeio, pedimos pra guia cancelar nosso tour da tarde por que o frio estava insuportável. Não dava pra ficar andando pela rua.

Fomos almoçar e fizemos hora em algumas lojas e partimos pro mercado noturno de Wangfujing. É lá que tem os espetinhos zoados. Não tinha de escorpião. Fiquei pensando se não é a temporada... Mas tinha outras delícias. Compramos um de casulo de bicho de seda. Bonitinho por fora, parecia inocente. Mas quando a gente morde, vem um creminho que é a coisa mais nojenta do universo. Não preciso dizer que não comemos o resto do espetinho... NO-JEN-TO.


Quero desejar as boas vindas aos “perdigudos”, coleguinhas da Fê.

Aliás quero deixar aqui registrado que a Fernanda não tem mais aquela risada asmática que lhe era característica! Assim não dá!

Thursday, December 4, 2008

Pequim - 04 de dezembro

Fomos cedo às 798 Art District que é uma ruela cheia de galerias. Foi fundado em 2000 e fica perto da Academia Central de Belas Artes. Como não tínhamos pesquisado qual galeria queríamos ir, entramos onde o taxista nos deixou. Era a UCCA (Ullens Center for Contemporary Art) e estava tendo uma exposição de Dior. Super legal.


A tarde fomos ao Silk Market. Insano! Vários stands lotados de mercadoria. E não é só seda. Os stands com produtos de seda ocupam apenas o 3o andar. No basement tinha sapatos e bolsas e no primeiro andar tinha roupa. Os outros andarem nem fomos. Saímos de lá quando já não agüentávamos mais falar ou pechinchar. Fê fez muitas compras.

Final de tarde fomos almoçar/jantar em um restaurante budista que foi a maior surpresa. O restaurante é enorme, super bem decorado (com muito bom gosto, raridade por aqui...) e comida deliciosa. Depois voltamos ao albergue.

Está um frio desgraçado e muito vento. Foi punk a andadinha de onde o táxi nos deixou até a entrada do albergue.

Amanha temos agendado o passeio guiado pela Cidade Proibida e Praça da Paz Celestial. Vai ser complicado por causa do frio que está fazendo. Mas já decidi colocar toda roupa que tenho na mala!

Pequim - 03 de dezembro

Passamos a manha no Templo do Céu, que é um complexo de templos taoístas em Pequim, o maior do seu gênero em toda a República Popular da China. Foi construído no ano 1420 e tanto a Dinastia Ming como a Dinastia Qing o utilizaram para pedir a intercessão celestial para as colheitas (na Primavera) e dar graças ao Céu pelos frutos obtidos (no Outono). Desde 1998 que é considerado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Depois fomos comer pato laqueado num restaurante super muquifo, mas muito recomendado. Tínhamos que achar o numero 11 na rua em que estávamos e eu não achava nenhum número pra me localizar. Daí a Fernanda começa a gritar:

-Aqui, número 24, estamos no número 24!

Eu não via o tal número e pedi pra ela me apontar.
Eis que a toscona me apontou pra uma placa de farmácia que dizia 24 (horas aberto, óooobvio!!!)

Finalmente chegamos ao restaurante comemos o pato. Bem gostoso. Teve que rolar um esforço pra não se concentrar muito no aspecto do restaurante. Aqui tem um ditado que diz: "quem não visitou a Grande Muralha não é um herói, mas a perda será ainda maior para aqueles que não provarem o pato laqueado de Pequim".

(o muquifo)

Pequim - 02 de dezembro

Acordei super tarde. Inicio de resfriado. Fomos ao Templo do Lama. Lindo demais e enorme! Tem uma estátua de Maitreya (o Buda do futuro), com 17 metros de altura, esculpida em único bloco de sândalo. Foi construído em 1694 como residência dos eunucos de alto escalão, tornou-se a residência oficial do príncipe Yin Zhen e, em 1723, quando ele assumiu como o imperador Yongzheng, a maior parte do complexo foi convertida em monastério. Depois de sua morte, o templo recebeu status imperial e trocou seus azulejos de vidro azul pelos amarelos reais para se tornar um monastério da seita Lama do Budismo, abrigando monges do Tibet e da Mongólia.

Templo do Lama
Passeamos pelos hutongs que são ruelas onde os chineses moram. Casas baixinhas com as portas super pequenas. Uma graça. Bem limpo achei. Diferente da Cidade Velha em Shanghai que é uma nojeira.

À tarde fomos ver os estádios. Muito lindos. O Cubo d’Água iluminado é maravilhoso e o Ninho de Pássaro é enoooooorme. Impressionante. Não deu pra entrar. Snif...

A noitinha fomos a Lotus Lane (foto à direita) que fica em volta do lago Houhai. Toda decorada com as lanternas chinesas. Uma graça. Quando saímos do barzinho pra ir pra casa, na pracinha ao lado do lago tinha vários jovens jogando peteca (com os pés) e velhinhos dançando. 

Sunday, October 5, 2008

Gan bei em Qingdao

Quarta-feira nos encontramos na estação de trem às 10 horas. Tempo suficiente para comprar água, biscoito, se perder, se achar…
Já no trem: a cabine tem 2 triliches surpreendentemente longos o suficiente para caber uma pessoa não chinesa. (calma pai, não tão longo pra você ou Marco Paulo…)
Viagem tranquila. Fomos pro vagão-restaurante e já começamos a beber umas tsingtao pra aquecer. O Henrik que eu disse que não bebia bebeu ”rice wine”. Pois é, descobri que ele não bebe cerveja. Ou melhor, não bebia…

Dormir foi uma tarefa árdua por que a cama é realmente dura. Não conseguimos comprar soft sleepers. Teve que ser hard sleepers. E quando eles dizem hard é haaaaard mesmo! Madeira + lençól. Rádio alto a noite inteira tocando no vagão. Deus ilumine quem criou os tampões de ouvido. Banheiros com latrina. Absolutamente nojento. Surpresa quando encontrávamos algum que só fedia (e continha) urina. Triste.

Depois de longas 20 horas chegamos à Qingdao. Clima agradável. Cheiro de maresia. 

Uma hora pra comprar a passagem de volta que depois de muito atravancar a fila conseguimos: retorno na sexta-feira, 20 horas de viagem, sendo que 17 horas no hard sleeper e 3 horas standing. É, em pé! Ou isso ou voltávamos no domingo (mas daí perderíamos aula).

Fomos olhar a praia. Muito estranho ver todo mundo de roupa, crianças fazendo cocô na areia mesmo, areia escura, praia relativamente cheia... Fomos pro hotel tomar banho e partimos pro festival!

Finalmente!

Entrada: 10 yuan = 2,50 reais.
Estava muito quente e o sol estava forte então compramos uns chapéus de palha. Bem roça mesmo. Quando decidimos comprar os chapéus já tinhamos combinado: vamos pechinchar até conseguir os 3 chapéus por 30 yuan. Perguntamos o preço: 5 yuan cada um. Ok!

O festival era dentro de um enorme parque. Tinha brinquedos de parque de diversão e grandes restaurantes, cada um com uma marca de cerveja. Só cerveja alemã e a Tsingtao. Barraquinhas de brincadeiras como tiro ao alvo, jogar bolinha na boca do palhaço e outras brincadeiras. Parecia uma feira de exposição que tem em cidades de interior. 

Muitos chineses. Estrangeiros mais pro final da noite. Por várias horas nós éramos os únicos diferentes. E tome de fotos! Eles tiraram muitas fotos da gente. Divertido.

Dentro do salão principal, vendiam cerveja em garrafas, latas, jarras e sacos plásticos como mostrei na foto no post mais embaixo. Me contive em comprar pela jarra. Melhor custo beneficio. No saco plástico vinha muita espuma e eles não estavam dando canudos. As pessoas viravam o saco em jarras... Sujeira reinava, restos de comida no chão e em cima das mesas, chineses falando aos berros e cerveja rolando solta. 

Alegria total.

Ganhamos algumas jarras de cerveja e brindamos muitas vezes com eles. Gan bei! Que quer dizer copo vazio, daí se o chinês começava a virar o copo, nós virávamos também. Alguns poucos diziam Gan bei e davam apenas umas bicadas.

Ah, karaokê rolando. Desesperador no inicio,. Divertido no final. Como o povo é desafinado! Affffff nada que algumas cervejas não facilitassem. Como o evoluir da noite os banheiros iam ficando cada vez mais nojentos. (para os informados: era muuuuuito mais nojento que chopada por que as latrinas ficam cheias bem rápido!) eca! Mais a cerveja tinha que sair, então não tinha muito jeito...

Dez horas da noite fomos convidados a nos retirar por que o festival tinha acabado.

Uma gueeeerra pra conseguir táxi pra voltar ao hotel. Finalmente conseguimos, mostramos o cartão do hotel que dizia: “Por favor, me leve ao endereço tal”. No táxi tinha o motorista e um passageiro no assento da frente... ok... entramos os 3 no banco de trás daí no meio do caminho o motorista perguntava coisas pra gente em chinês.

Eu, já alegrinha tinha aprendido a dizer: “Como?” em chinês. Pra diversão geral toda vez que o motorista perguntava alguma coisa eu rebatia: “Como”? Ele repetia a pergunta. Durou um tempo até que eu respondi em português dizendo que não fazia a menor idéia do que ele estava falando... 

Agora já estou de volta à Shanghai. Foi ótima a viagem. Valeu a pena, mas acho que Qingdao vale mais do que o festival de cerveja. Tenho que voltar (um dia qualquer...) pra passar uma semana conhecendo tudo. Bem bonito pelo pouco que pude ver. Ideal mesmo seria ir pros dois últimos dias do festival e completar uma semana passeando pela cidade e arredores. Fica aí a dica.

Beijos e bom dia pra vocês. Estou indo dormir. Acabada de cansaço.
Fico devendo as fotos pra outro dia.

Tuesday, September 30, 2008

Rumo a Qingdao

Queridos,
é feriado aqui na China. Uma semana inteira.
Isso significa que aproximadamente 1 bilhão de pessoas está se movimentando nesse país enorme.

Decidimos (eu e Jaana, foto neste post) irmos à cidade de Qingdao, onde é produzida a cerveja Tsingtao, que vocês já perceberam que eu gosto. Apesar da grafia ser diferente, a pronúncia é a mesma (pros meus ouvidos, pelo menos....)

Domingão depois da aula fomos à ferroviária comprar o bilhete do trem. 40 minutos de metrô pra chegar lá e depois 3 horas em um salão quente e úmido onde nós duas éramos as únicas estrangeiras, conseguimos as passagens. De ida. Eles não vendem a passagem de volta.
ok...

Partiremos nós duas acompanhadas do Henrik, um rapaz finalndês adventista que não bebe. uhn? Isso mesmo, ele disse que está cansado de Shanghai e quer ir passear. Ok, ele poderá ficar encarregado de tirar as fotos.

Vinte, eu disse VINTE, V-I-N-VIN-T-E-TE horas de trem. Chegaremos quinta pela manhã e vamos direto pro Festival Internacional de Cerveja que está rolando na cidade! 

Yuuuuupiiiiiiiiiiii

Ah, antes de começar a beber vamos providenciar a passagem de volta pra sexta-feira (só tem trem diurno...) Reservei um hotel 3 estrelas por que os albergues estão lotados...

Aguardem posts no fim de semana contando a saga.

Pesquisei na internet sobre a cidade, que aparentemente é bem lindinha e achei essa foto do verão:
Quis compartilhar com vocês.

A temperatura agora está entre 15-25 graus, o que está ótimo, uma vez que vou pra lá apenas pro festival.

Nas minhas pesquisas também descobri que eles vendem cerveja na fábrica por litro. E colocam num saco plástico pra você levar pra casa.

-Hein?

Vejam a foto:
Não sei se conseguirei comprar cerveja assim, mas certeza que terei outras oportunidades.

Mamãe, isso também é cultura!