Showing posts with label Pequim. Show all posts
Showing posts with label Pequim. Show all posts

Tuesday, December 9, 2008

Pequim, 05 de dezembro

Acordamos cedo e fomos encontrar com nosso grupo pra fazer o tour pela Cidade proibida. Arranjei esse tour pela internet. Tínhamos que nos encontrar com o pessoal na Praça da Paz Celestial as 8:50 da manhã. Muito frio. -10oC. A praça é enorme. Os chineses ficaram até escassos no meio daquela grandiosidade toda. Aqui, mais uma vez, os números com seus significados aparecem. O número nove tem a mesma pronúncia de “para sempre” e, por ser ímpar é um número yang, masculino, associado ao imperador. O número de gárgulas nas quinas dos telhados são em 9, o número de cômodos: 9.999! E como 9 vezes 9 é a reafirmação do 9, as portas são decoradas com 81 cravos de latão.




As construções são todas de madeira, sem nenhum prego. Tudo no encaixe, o que monta um rendilhado de madeira lindo. Espalhado pela Cidade Proibida tem uns caldeirões que estavam sempre cheios de água pro caso de alguma parte pegar fogo. Na sala do imperador, tinha uma pedra redonda enorme bem em cima do trono e dizia-se que se a pessoa que sentasse no trono não fosse realmente o imperador, a pedra cairia lá de cima. Tudo muito bonito.

A guia ainda nos contou como eram os casamentos, que o imperador tinha várias concubinas e que essas concubinas tentavam conquistar os coitados dos eunucos pra conseguir favores (e tempo) com o imperador.
No final do passeio, pedimos pra guia cancelar nosso tour da tarde por que o frio estava insuportável. Não dava pra ficar andando pela rua.

Fomos almoçar e fizemos hora em algumas lojas e partimos pro mercado noturno de Wangfujing. É lá que tem os espetinhos zoados. Não tinha de escorpião. Fiquei pensando se não é a temporada... Mas tinha outras delícias. Compramos um de casulo de bicho de seda. Bonitinho por fora, parecia inocente. Mas quando a gente morde, vem um creminho que é a coisa mais nojenta do universo. Não preciso dizer que não comemos o resto do espetinho... NO-JEN-TO.


Quero desejar as boas vindas aos “perdigudos”, coleguinhas da Fê.

Aliás quero deixar aqui registrado que a Fernanda não tem mais aquela risada asmática que lhe era característica! Assim não dá!

Thursday, December 4, 2008

Pequim - 04 de dezembro

Fomos cedo às 798 Art District que é uma ruela cheia de galerias. Foi fundado em 2000 e fica perto da Academia Central de Belas Artes. Como não tínhamos pesquisado qual galeria queríamos ir, entramos onde o taxista nos deixou. Era a UCCA (Ullens Center for Contemporary Art) e estava tendo uma exposição de Dior. Super legal.


A tarde fomos ao Silk Market. Insano! Vários stands lotados de mercadoria. E não é só seda. Os stands com produtos de seda ocupam apenas o 3o andar. No basement tinha sapatos e bolsas e no primeiro andar tinha roupa. Os outros andarem nem fomos. Saímos de lá quando já não agüentávamos mais falar ou pechinchar. Fê fez muitas compras.

Final de tarde fomos almoçar/jantar em um restaurante budista que foi a maior surpresa. O restaurante é enorme, super bem decorado (com muito bom gosto, raridade por aqui...) e comida deliciosa. Depois voltamos ao albergue.

Está um frio desgraçado e muito vento. Foi punk a andadinha de onde o táxi nos deixou até a entrada do albergue.

Amanha temos agendado o passeio guiado pela Cidade Proibida e Praça da Paz Celestial. Vai ser complicado por causa do frio que está fazendo. Mas já decidi colocar toda roupa que tenho na mala!

Pequim - 03 de dezembro

Passamos a manha no Templo do Céu, que é um complexo de templos taoístas em Pequim, o maior do seu gênero em toda a República Popular da China. Foi construído no ano 1420 e tanto a Dinastia Ming como a Dinastia Qing o utilizaram para pedir a intercessão celestial para as colheitas (na Primavera) e dar graças ao Céu pelos frutos obtidos (no Outono). Desde 1998 que é considerado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Depois fomos comer pato laqueado num restaurante super muquifo, mas muito recomendado. Tínhamos que achar o numero 11 na rua em que estávamos e eu não achava nenhum número pra me localizar. Daí a Fernanda começa a gritar:

-Aqui, número 24, estamos no número 24!

Eu não via o tal número e pedi pra ela me apontar.
Eis que a toscona me apontou pra uma placa de farmácia que dizia 24 (horas aberto, óooobvio!!!)

Finalmente chegamos ao restaurante comemos o pato. Bem gostoso. Teve que rolar um esforço pra não se concentrar muito no aspecto do restaurante. Aqui tem um ditado que diz: "quem não visitou a Grande Muralha não é um herói, mas a perda será ainda maior para aqueles que não provarem o pato laqueado de Pequim".

(o muquifo)

Pequim - 02 de dezembro

Acordei super tarde. Inicio de resfriado. Fomos ao Templo do Lama. Lindo demais e enorme! Tem uma estátua de Maitreya (o Buda do futuro), com 17 metros de altura, esculpida em único bloco de sândalo. Foi construído em 1694 como residência dos eunucos de alto escalão, tornou-se a residência oficial do príncipe Yin Zhen e, em 1723, quando ele assumiu como o imperador Yongzheng, a maior parte do complexo foi convertida em monastério. Depois de sua morte, o templo recebeu status imperial e trocou seus azulejos de vidro azul pelos amarelos reais para se tornar um monastério da seita Lama do Budismo, abrigando monges do Tibet e da Mongólia.

Templo do Lama
Passeamos pelos hutongs que são ruelas onde os chineses moram. Casas baixinhas com as portas super pequenas. Uma graça. Bem limpo achei. Diferente da Cidade Velha em Shanghai que é uma nojeira.

À tarde fomos ver os estádios. Muito lindos. O Cubo d’Água iluminado é maravilhoso e o Ninho de Pássaro é enoooooorme. Impressionante. Não deu pra entrar. Snif...

A noitinha fomos a Lotus Lane (foto à direita) que fica em volta do lago Houhai. Toda decorada com as lanternas chinesas. Uma graça. Quando saímos do barzinho pra ir pra casa, na pracinha ao lado do lago tinha vários jovens jogando peteca (com os pés) e velhinhos dançando.